A Campus Party vai se dividir?

A quarta edição da Campus Party nem bem acabou e já começam os preparativos para a sua quinta edição que acontecerá em janeiro de 2012.

Toda esta antecedência se justifica pelo tamanho do evento. Este ano foram mais de 6800 participantes que ficam acampados durante uma semana no local com seus respectivos computadores. Para isto é necessária uma imensa infraestrutura como 40 mil m2 de área, quatro mil pontos de rede, 30 km de cabos e 10 Gbps de acesso a Internet, além de alimentação, banheiros e segurança.

Apesar do planejamento para 2012 ainda estar no início algumas possíveis novidades começam a ser comentadas. A maior delas é que no próximo ano a Campus Party deixaria de ser um evento exclusivamente paulista e seria dividido entre duas capitais (São Paulo e Rio de Janeiro) ou até em três locais (incluiria Porto Alegre ou Manaus).

Estas especulações começam a fazer algum sentido pois o evento cresceu muito nestes quatro anos de vida e com isto surgiram uma série de problemas como quedas na conexão à Internet (o que é bastante grave), erros na segurança e falhas no fornecimento de energia.

Segundo a organização da Campus Party 60% dos Campuseiros são de fora da capital paulista, daí a ideia de realizar a CP em outros locais simultaneamente.

A pergunta que fica é: Será que esta possível divisão irá prejudicar a integração entre os Campuseiros? Afinal nem tudo são palestras e acesso a uma Internet super rápida.

O que faz da Campus Party um evento especial, na minha opinião, é a convivência de pessoas com conhecimentos tão diferentes como estudantes, professores, cientistas, jornalistas, artistas e empresários discutindo sobre assuntos que vão da robótica a música passando por redes, software livre, e entretenimento digital.

Pode-se instalar telões e transmissão simultânea de palestras mas mesmo assim o networking e o contato entre os participantes ficaria seriamente prejudicado. O que você acha?

É esperar 2012 para conferir..

Gilberto Sudre

Gilberto Sudre

Perito e Assistente Técnico em Computação Forense. Professor do IFES e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Segurança da Informação e Perícia Computacional Forense.. Coordenador do Cisco Academy Support Center Ifes-ASC. Instrutor da Academia Cisco. Instrutor da Academia de Polícia do ES na área de Computação Forense. Professor da EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro no Curso de Aperfeiçoamento de Magistrados – Cibercrimes. Membro da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses. Membro da HTCIA - High Technology Crime Investigation Association. Membro do Comitê Técnico CB21/CE27 - Tecnologia da Informação – Técnicas de Segurança da ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). Membro fundador do DC5527, grupo local da Conferência Internacional de Segurança da Informação DEF CON. Comentarista de Tecnologia da CBN e TV Gazeta. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet, Processo Judicial Eletrônico e Tratado de Computação Forense.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

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