A Tecnologia que inclui

A Tecnologia ajuda a milhares de cidadãos a trabalhar, estudar, melhorar o contato com outras pessoas e até a ter o seu lazer. Esta mesma tecnologia também pode ser utilizada para um propósito muito nobre o da inclusão social e digital dos portadores de necessidades especiais.

Segundo o IBGE em seu último Censo existem no Brasil mais de 25 milhões de brasileiros com estas necessidades. Todo este contingente de potenciais usuários chamou a atenção dos desenvolvedores e hoje já contamos com um leque bem diversificado de aplicações adaptadas para os portadores de necessidades especiais. A seguir relaciono algumas soluções.

Para este uso a UFRJ desenvolveu uma série utilitários gratuitos e bem interessantes. O Braille Fácil é um programa para produção de texto e impressão em braille. O DOS-VOX (Windows) e o LIN-VOX (Linux) são sistemas que permitem a operação do computador por comandos de voz. O Lentepro amplia as imagens e textos na tela para facilitar a leitura do seu conteúdo por deficientes visuais. O Microfênix é um programa de acesso e navegação Internet desenvolvido para pessoas com deficiências motoras graves.

Todos estes utilitários podem ser acessados e baixados da Internet pelo site http://intervox.nce.br.

O SACI (http://www.saci.org.br) é um conjunto de aplicativos desenvolvidos pela USP que facilitam a leitura das telas e o uso do teclado.

O NVDA (http://www.nvda-project.org) é um programa gratuito para acesso e navegação na WEB com código aberto.

O Player Rybená (http://www.rybena.org.br) é um programa de tecnologia nacional (Instituto CTS) que traduz textos digitalizados e paginas na Internet para a linguagem de libras. Este aplicativo é cedido gratuitamente para instituições sem fins lucrativos.

Por último, o utilitário “da Silva” (http://www.dasilva.org.br) tem o objetivo de testar os sites existentes para verificar se são adequados ao público dos portadores de necessidades especiais.

Para quem pensa em montar um Telecentro para atender aos portadores de necessidades especiais sugiro a leitura do documento “Metodologia de Atendimento e Acesso a Pessoas com Deficiência a Telecentros” (http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=876) elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e a ONG Acessibilidade Brasil.

Para terminar, estive esta semana no NCD – Núcleo de Cidadania Digital da UFES (http://www.ncd.ufes.br), um laboratório que oferece cursos gratuitos bem interessantes para os portadores de necessidades especiais. Vale a pena conferir.

Gilberto Sudré

Gilberto Sudre

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do ES - IFES. Consultor e Pesquisador nas áreas de Segurança Digital e Computação Forense. Coordenador do Laboratório de Segurança Digital e Perícia Computacional Forense – LABSEG. Integrante do Comitê de Tecnologia da OAB-ES. Instrutor na disciplina de Perícia Computacional Forense da Academia de Polícia Civil do ES – ACADEPOL. Instrutor da Academia de Computação Forense Livre. Membro do comitê técnico CB21/CE27 da ABNT sobre Segurança da Informação. Membro do Grupo de Pesquisa – Justiça e Direito Eletrônicos – GEDEL. Comentarista de Tecnologia da Rádio CBN, TV Gazeta. Articulista do Jornal A Gazeta, Revista ES Brasil e Portal iMasters. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet e Processo Judicial Eletrônico.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

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