Até onde a escolha do Sistema Operacional faz diferença?

Você Já parou para pensar nesta questão? Pois a pergunta leva a uma análise bem interessante sobre o que significa o Sistema Operacional para os usuários de hoje. Será que o ambiente operacional das máquinas dita todas as questões de como ela vai ser usada?

No início, cada fabricante tinha a sua linha de computadores e, junto com ela, o Sistema Operacional e aplicações exclusivas. Era como se fossem um só produto, uma só engrenagem que funcionava acoplada a outra, compatíveis entre si.

Atualmente a discussão sobre o assunto Sistema Operacional gira em torno das plataformas Windows (em suas várias versões), MAC OS, Symbian, Android e Linux, onde o autor do Sistema não necessariamente é o fabricante do hardware. Mas o ponto central é este mesmo?

Na minha opinião, estamos evoluindo para que os serviços disponíveis em cada plataforma se tornem a parte realmente fundamental nos uso dos computadores, quer sejam eles serviços de autenticação, banco de dados, servidor de arquivos, correio eletrônico ou de mensagens instantâneas. Não importa qual sistema operacional você tem, mas sim, se existe suporte a estas aplicações no ambiente escolhido.

O importante agora é que estes serviços sigam padrões estabelecidos (protocolos, formatos, etc), permitindo com isto, a interoperabilidade entre ambientes e aplicações. Ainda sobre os padrões, eles não podem ser “propriedade” de um fabricante, são de domínio público, definidos por um organismo de normatização, sem necessidade de pagamento de royalties.

Hoje é fácil encontrar o mesmo aplicativo, funcionando em várias plataformas diferentes, apresentando a mesma interface e as mesmas funções. Desta forma o usuário está livre para utilizar o ambiente que melhor atenda às suas necessidades, limitações de hardware ou custo.

É claro que existem questões importantes a serem discutidas como: disponibilidade de suporte técnico, suporte às plataformas de hardware e periféricos. No caso do suporte técnico, com o aumento do uso de outros sistemas, além da plataforma Microsoft, já encontramos boas alternativas no mercado. Para as plataformas de hardware a situação fica mais simples, a partir da padronização cada vez maior.

Então volto à pergunta: Até onde a escolha do Sistema Operacional faz diferença?

Parece que no curto prazo a resposta é “bastante”, mas acredito que não vai demorar muito para que ele se torne mais uma simples “peça” na montagem do seu computador. Falei em computador? Bem, acho que este também está com os dias contados. Pelo menos da forma como o conhecemos. Mas isto é assunto para uma outra coluna.

Gilberto Sudré

Gilberto Sudre

Perito e Assistente Técnico em Computação Forense. Professor do IFES e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Segurança da Informação e Perícia Computacional Forense.. Coordenador do Cisco Academy Support Center Ifes-ASC. Instrutor da Academia Cisco. Instrutor da Academia de Polícia do ES na área de Computação Forense. Professor da EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro no Curso de Aperfeiçoamento de Magistrados – Cibercrimes. Membro da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses. Membro da HTCIA - High Technology Crime Investigation Association. Membro do Comitê Técnico CB21/CE27 - Tecnologia da Informação – Técnicas de Segurança da ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). Membro fundador do DC5527, grupo local da Conferência Internacional de Segurança da Informação DEF CON. Comentarista de Tecnologia da CBN e TV Gazeta. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet, Processo Judicial Eletrônico e Tratado de Computação Forense.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

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