Fotos indesejadas no Celular

O tema desta coluna é a resposta a uma pergunta enviada pelo Diego. Ele relata que, navegando pela galeria de fotos do seu Smartphone, encontrou muitas fotos de conteúdo pornográfico. Ele afirma que não fez download destas fotos ou acesso a sites desta natureza. Ele então pergunta, como estas fotos foram parar no seu Smartphone?

A resposta a esta questão é que muitos aplicativos como comunicadores instantâneos ou de redes sociais podem salvar na memória do seu Smartphone (sem que você peça) as fotos que você recebe ou apenas vê sem precisar executar algum comando especial.

Ficou complicado? Vamos a um exemplo utilizando o comunicador instantâneo Whatsapp. Muitas pessoas tem seu número de telefone adicionado, sem solicitar, a grupos deste aplicativo. A partir de então, qualquer foto enviada para o grupo é salva na memória do seu Celular. Isto acontece mesmo que você tenha colocado o grupo em modo silencioso (opção para não ser alertado quando chega uma mensagem).

Qual o problema com isto? Além da questão pessoal de possuir fotos desta natureza no seu Smartphone outros problemas mais graves podem ocorrer. Segundo a legislação brasileira o simples armazenamento das fotos relacionadas com o conteúdo de pedofilia no dispositivo eletrônico já é tipificado como tal.

Para evitar todos estes transtornos você pode desabilitar a gravação das fotos enviadas através do aplicativo WhatsApp através do seguinte procedimento: abra o WhatsApp, clique em “OPÇÕES” e depois em “OPÇÕES DE CONVERSA”. Agora localize e desmarque o “SALVAR MÍDIA RECEBIDA”.

Não se esqueça de sempre utilizar aplicativos vindo das lojas oficiais do seu smartphone como o Google Play (Android), iTunes (iPhone) ou Windows Store (Windows Mobile).

Também tome cuidado com os grupos que você participa, seja nos comunicadores instantâneos seja nas redes sociais.

Gilberto Sudré

Gilberto Sudre

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do ES - IFES. Consultor e Pesquisador nas áreas de Segurança Digital e Computação Forense. Coordenador do Laboratório de Segurança Digital e Perícia Computacional Forense – LABSEG. Integrante do Comitê de Tecnologia da OAB-ES. Instrutor na disciplina de Perícia Computacional Forense da Academia de Polícia Civil do ES – ACADEPOL. Instrutor da Academia de Computação Forense Livre. Membro do comitê técnico CB21/CE27 da ABNT sobre Segurança da Informação. Membro do Grupo de Pesquisa – Justiça e Direito Eletrônicos – GEDEL. Comentarista de Tecnologia da Rádio CBN, TV Gazeta. Articulista do Jornal A Gazeta, Revista ES Brasil e Portal iMasters. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet e Processo Judicial Eletrônico.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

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