Inteligência Artificial e o aprendizado de máquina

 

A aproximadamente 50 anos atrás um filme apresentava uma realidade em que os computadores interagiam com os humanos através de linguagem natural e até tinham sentimentos. O ano era 1968 e o filme 2001: Uma odisseia no espaço. Na época tudo isto parecia muito distante quase inatingível. Pois este futuro esta quase aqui.

Esta evolução, para alguns inesperada, reflete o desenvolvimento exponencial em algumas áreas da tecnologia como reconhecimento de voz e imagem ou mesmo a Inteligência Artificial e o aprendizado de máquina (ou em seu termo em inglês Machine Learning).

Mas o que significam exatamente estes termos? A Inteligência Artificial (IA) é definida como o sistemas que possam perceber o ambiente onde estão e tomar atitudes para executar de forma adequada uma certa tarefa, ou seja os computadores podem “olhar em volta” e tomar decisões de forma autônoma. Já o aprendizado de máquina dá aos computadores a habilidade de aprender sem serem explicitamente programados (ou instruídos). Ainda não há uma visão universal sobre a diferença de significados entre esses dois termos e alguns pesquisadores consideram a IA e a aprendizagem de máquina como pontos de vista diversos para um mesmo assunto.

E como isto está afetando e vai afetar ainda mais a nossa sociedade?

Vamos imaginar uma aplicação destas tecnologia no comércio. Se antes o dono de uma loja tinha que pessoalmente acompanhar os hábitos de compra de seus clientes para pensar na sua próxima estratégia de vendas, hoje a tecnologia já permite métodos bem mais refinados e assertivos para acompanhar tendências e comportamentos e, com isso, evidentemente, vender mais. Você já se deparou com as recomendações de compra de lojas on-line ou de filmes do Netflix? Quase sempre acertam na preferência do consumidor. Não é só no varejo, áreas tão diversas como veículos autônomos ou negociações financeiras estão se beneficiando destas tecnologias.

As soluções de aprendizado de máquina podem ser utilizadas em áreas como a detecção de fraudes, resultados de pesquisa na Web, previsão de falhas em equipamentos e filtragem de SPAMs no e-mail.

E qual serão os próximos passos?

Os computadores podem aprender a fazer algumas coisas quase tão bem quanto um humano com muito menos dados, e para muitas tarefas hoje em dia, quase pode ser bom o suficiente, especialmente se o computador for capaz de lidar com situações que não necessitem de um supervisor humano.

Os caminhos possíveis para a IA e o aprendizado de máquina ainda são uma incógnita, pela multiplicidade de oportunidades que surgirão no curto prazo. O certo é que, é bom ficar de olho nestas duas tecnologias.

Gilberto Sudré

Gilberto Sudre

Perito e Assistente Técnico em Computação Forense. Professor do IFES e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Segurança da Informação e Perícia Computacional Forense.. Coordenador do Cisco Academy Support Center Ifes-ASC. Instrutor da Academia Cisco. Instrutor da Academia de Polícia do ES na área de Computação Forense. Professor da EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro no Curso de Aperfeiçoamento de Magistrados – Cibercrimes. Membro da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses. Membro da HTCIA - High Technology Crime Investigation Association. Membro do Comitê Técnico CB21/CE27 - Tecnologia da Informação – Técnicas de Segurança da ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). Membro fundador do DC5527, grupo local da Conferência Internacional de Segurança da Informação DEF CON. Comentarista de Tecnologia da CBN e TV Gazeta. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet, Processo Judicial Eletrônico e Tratado de Computação Forense.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

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