Motorola Razr

Esta semana recebi para testes o Razr, o mais novo representante da família de smartphones da Motorola. A primeira impressão ao retirar o aparelho da caixa é muito boa. Um design limpo e elegante com uma imensa tela e o mais interessante, apenas 7,1mm de espessura. Isto o torna, pelo menos até agora, o telefone mais fino que temos no mercado.

É bem verdade que ele apresenta uma pequena parte mais grossa no topo da parte traseira onde estão instalados os conectores de fone de ouvido, o alto-falante, as saídas USB e HDMI além da câmera. Mas nada que diminua a sensação de espessura mínima do smartphone.

Voltando a tela, ela é uma Super AMOLED com 4.3” que apresenta cores vivas, com ótimo contraste e excelente ângulo de visão. Realmente muito boa. A tela é protegida por um vidro do tipo “Gorilla Glass”, mais resistente a riscos e impactos do que o vidro comum. A resolução é de 540 x 960 pixels, superior a outros aparelhos com telas de mesmo tamanho, o que resulta em imagens ainda mais nítidas. A exibição de filmes e textos é de ótima qualidade.

Os testes com a câmera (de 8 MPixels) não deixaram a desejar com boas fotos sob várias condições de luz inclusive com o flash. Existe também uma câmera frontal de 1.3 MPixels para videochamadas. Para quem gosta de fazer filmes, o Razr consegue gravar clipes em Full HD (1080p). Um recurso interessante para a filmagem é a possibilidade de ajuste do foco manualmente, basta tocar na área da imagem onde você deseja focar. Existe também o recurso de se fazer fotos panorâmicas mas a resolução deste tipo de imagem ainda deixa a desejar.

O Razr vem com o Android 2.3.5, uma das versões mais novas do sistema da Google, e alguns aplicativos como o QuickOffice, para edição de arquivos compatíveis com o Microsoft Office e o MotoCAST, um ferramenta para compartilhamento de arquivos com outros aparelhos e computadores pessoais através da nuvem (Internet).

Outro recurso interessante que já vem incorporado ao Razr é o protocolo DLNA, para exibição de fotos, vídeos e música em aparelhos compatíveis, como TVs e consoles de videogame, via Wi-Fi.

Para quem é neurótico por segurança, e nestes tempos é melhor ser um deles, o Razr traz uma ferramenta muito útil e integrada ao sistema. Com ela é possível criptografar todos os dados armazenados na memória do smartphone incluindo aqueles gravados no cartão microSD, ou apenas itens separados como e-mails, listas de contatos e calendário. O acesso só é liberado mediante a informação de uma senha. Desta forma, caso o aparelho for perdido ou roubado suas informações estarão seguras.

O desempenho do Razr foi excelente, comparável ao Samsung Galaxy S II, resultado de um Processador Dual Core de 1,2 GHz. Já a duração da bateria foi apenas razoável. Se você faz uso intenso do smartphone provavelmente terá que recarregá-la antes do dia acabar. Ainda em relação a bateria, ela não é removível, este foi o preço a pagar para termos um aparelho tão fino.

O Razr é um smartphone para quem precisa de alta performance, segurança e de uma tela generosa e de alta qualidade.

Gilberto Sudre

Gilberto Sudre

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do ES - IFES. Consultor e Pesquisador nas áreas de Segurança Digital e Computação Forense. Coordenador do Laboratório de Segurança Digital e Perícia Computacional Forense – LABSEG. Integrante do Comitê de Tecnologia da OAB-ES. Instrutor na disciplina de Perícia Computacional Forense da Academia de Polícia Civil do ES – ACADEPOL. Instrutor da Academia de Computação Forense Livre. Membro do comitê técnico CB21/CE27 da ABNT sobre Segurança da Informação. Membro do Grupo de Pesquisa – Justiça e Direito Eletrônicos – GEDEL. Comentarista de Tecnologia da Rádio CBN, TV Gazeta. Articulista do Jornal A Gazeta, Revista ES Brasil e Portal iMasters. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet e Processo Judicial Eletrônico.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

1 Comentário

  1. Bernardo Ferri

    O problema eh quando você atualiza ele pro Android 4.0….

    Simplesmente esse review vai por agua a baixo. Ele passa a travar constantemente, extremamente lento na execucao de aplicativos, passa a perder conexão com o gps frequentemente.
    Não sendo solucionado por Hard Reset, Restauração de Fábrica ….

    Ou seja , quem comprar, é um otimo telefone ( vide review ) até atualização para o 4.0.
    Vamos torcer para que a motorola não deixe o telefone de lado e conserte estes problemas para a 4.1

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