Quer invadir o Facebook alheio? Cuidado, a vítima pode ser você

Um assunto que muitas pessoas procuram nos mecanismos de busca é como roubar senhas do Facebook ou invadir perfis pessoais de redes sociais. Não é surpresa que um dos temas mais procurados nos portais de busca é mesmo o de “como roubar senha do Facebook”.

Como resultado destas buscas é normal encontrar a referência a muitos aplicativos e procedimentos que prometem invadir o Facebook alheio ou reiniciar senha do usuário. Mas será que eles funcionam mesmo?

A ação de invadir uma conta do Facebook pode ser bastante interessante para quem estuda estes métodos ou quer criar mecanismos de proteção. O invasor terá o conhecimento das vulnerabilidades do sistema, mas para as vítimas pode ser um desastre.

E antes que alguém fale, deixo claro que prática é totalmente ilegal e pode custar ao invasor uma grande dor de cabeça com a justiça.

Para quem ainda pretende insistir nesta ideia, o Google e outros locais oferecem uma variedade de métodos para fazer isso mas um em especial chamou a atenção das empresas de segurança.

Um aplicativo que promete invadir a conta de qualquer um no Facebook. Na propaganda parece simples e fácil mas nem tudo é o que parece. Na verdade o aplicativo é um vírus que uma vez instalado na máquina roubas as informações do próprio usuário que para de atacante para a modalidade de vitima.

O aplicativo é apresentado em duas versões e nomes o primeiro é “Facebook Password Stealer” (“Ladrão de senhas do Facebook”) ou “Facebook Password Recovery” (“Recuperação de senhas do Facebook”). Tão logo o suposto atacante instala o aplicativo no seu computador e clica no botão “Hack” o vírus começa a agir capturando e enviando as informações privadas armazenadas na máquina para os criadores de malware.

Como podemos ver o tiro acaba saindo pela culatra, e quem se torna vítima é a pessoa que quer descobrir a senha alheia.

Os autores dos aplicativos exploram a grande demanda para este tipo de invasão e aproveitam para distribuir seu software malicioso por meio de spam, campanhas publicitárias, pop-ups, e até junto com outros softwares.

Esta ameaça já atingiu várias pessoas e a tendência é que o número de vítimas aumente ainda mais.

Gilberto Sudré

Gilberto Sudre

Perito e Assistente Técnico em Computação Forense. Professor do IFES e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Segurança da Informação e Perícia Computacional Forense.. Coordenador do Cisco Academy Support Center Ifes-ASC. Instrutor da Academia Cisco. Instrutor da Academia de Polícia do ES na área de Computação Forense. Professor da EMERJ - Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro no Curso de Aperfeiçoamento de Magistrados – Cibercrimes. Membro da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses. Membro da HTCIA - High Technology Crime Investigation Association. Membro do Comitê Técnico CB21/CE27 - Tecnologia da Informação – Técnicas de Segurança da ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). Membro fundador do DC5527, grupo local da Conferência Internacional de Segurança da Informação DEF CON. Comentarista de Tecnologia da CBN e TV Gazeta. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet, Processo Judicial Eletrônico e Tratado de Computação Forense.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

1 Comentário

  1. Vormaro

    A verdade é que existem pessoas que não medem as consequências de seus atos e acabam se descuidado de sua própria segurança.
    Bom seria que todos fossem responsáveis e que se importassem com suas próprias vidas antes de estarem a tentar prejudicar pessoas que muitas das vezes nem conhece.

    Parabéns pelo artigo.

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