Roteadores Wi-Fi sob ataque: Como se proteger

 

Nem os roteadores Wifi que distribuem o sinal da rede sem fio em nossas casas e escritórios estão livres dos vírus e dos ataques de Crackers.

Recentemente foi descoberto um novo vírus Russo (será que é em homenagem a copa do mundo de futebol?) chamado VPNFilter que ataca os roteadores sem fio.

Quando infectado o roteador pode olhar e capturar informações pessoais transmitidas pela rede ou desviar o seu acesso de sites verdadeiros para sites maliciosos. Isto significa que um Cracker pode manipular o que você vê no seu computador ou informações baixadas da Internet.

A fabricante de Antivírus Symantec publicou uma relação extensa de marcas e modelos que estariam vulneráveis ao ataque. Marcas conhecidas e muito populares aqui no Brasil como: Linksys, Netgear, TP-Link e D-Link estão na lista.

Infelizmente para saber se seu roteador foi infectado não é uma tarefa simples e precisa que um técnico tenha acesso a configuração interna do aparelho para a checagem. Se infectado a solução é voltar o roteador para o estado original de fábrica (o chamado hard reset) e refazer todas as configurações.

E como proteger seu roteador e sua rede sem fio deste tipo de ataque?

A primira providência e trocar a senha de administração do roteador. Normalmente estes aparelhos vem de fábrica com uma senha padrão que é conhecida dos atacantes. Tão logo você ative o aparelho troque a senha por uma que só voce conheça.

Assim como a senha padrão que vem de fábrica o nome da rede sem fio também vem pré definida. Aproveite para mudar o nome da rede sem fio para outro e que não tenha relação com sua casa, sobrenome ou família.

Ative a criptografia WPA+AES e escolha uma senha com no mínimo 13 caracteres com uma mistura de letras maiúsculas e minúsculas. Lembre-se de trocar esta senha periodicamente.

Se o seu roteador possuir, ative a função de Firewall. Isto vai tornar as coisas um pouco mais difíceis para os atacantes.

Por fim, mas não menos importante, vá a página do fabricante do seu roteador e verifique se existe uma nova versão de firmware para o modelo que você tem. Manter o sistema do dispositivo atualizado reduz bastante o risco de invasão.

É a nova era da Internet das coisas ou IoT onde dispositivos, mesmo os mais simples, são na verdade pequenos computadores que possuem sistema operacional e aplicativos instalados o que se traduz também em vulnerabilidades e riscos de invasão.

Gilberto Sudré

Gilberto Sudre

Professor e Pesquisador da FAESA – Centro Universitário e IFES - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do ES. Coordenador do Laboratório de Pesquisa em Segurança da Informação e Perícia Computacional Forense - LABSEG. Perito e Assistente Técnico em Computação Forense. Instrutor da Academia de Polícia do ES na área de Computação Forense. Membro da Sociedade Brasileira de Ciências Forenses. Membro da HTCIA - High Technology Crime Investigation Association. Liderança do Singularity University - Vitória Chapter. Membro fundador do DC5527, grupo local da Conferência Internacional de Segurança da Informação DEF CON. Articulista do Jornal A Gazeta. Autor do Blog Conexão Digital. Comentarista de Tecnologia da Rádio CBN e TV Gazeta. Autor dos livros Antenado na Tecnologia e Redes de Computadores e co-autor dos livros Internet: O encontro de 2 Mundos, Segurança da Informação: Como se proteger no mundo Digital, Marco Civil da Internet, Processo Judicial Eletrônico e Tratado de Computação Forense.

Website: http://gilberto.sudre.com.br

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